Na comunicação política, estética é posicionamento. Ela precisa refletir presença, compromisso e seriedade de quem sustenta a própria mensagem.
O uso irresponsável de inteligência artificial generativa pode alcançar níveis graves, como a manipulação de conteúdo e a produção de desinformação.
Ainda assim, parte do mercado de marketing trata o tema com superficialidade, promovendo ferramentas e prompts de imagem sem a devida orientação sobre limites éticos e jurídicos.
A confiança pública se sustenta nos pequenos detalhes. Leva tempo para ser construída, mas pode ser abalada rapidamente por sinais de artificialidade. Se até um retrato simples de estúdio precisa ser simulado, a autenticidade da comunicação passa a ser questionada.
Existe uma fronteira legal e ética que não pode ser ignorada. Desde 2024, a Justiça Eleitoral exige aviso explícito quando materiais de campanha são gerados ou manipulados por inteligência artificial, conforme as orientações publicadas pelo TSE.
Em março de 2026, as regras ficaram mais rígidas. Nas 72 horas que antecedem e nas 24 horas que sucedem o pleito, passaram a ser vedadas a publicação, a republicação e o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos envolvendo candidata, candidato ou pessoa pública, de acordo com a resolução para as Eleições 2026.
A infração pode levar à remoção imediata do conteúdo, à responsabilização dos provedores e, nos casos mais graves, à cassação e à inelegibilidade por oito anos.