Chuva de fevereiro

Contemplamos o arco-íris rasgando o céu cinzento e senti, num fôlego intenso, o ar melancólico de um vento frio e súbito.

À luz de velas, o tempo dramatizava o silêncio e convertia a própria ausência em espaço.

Lá fora, as estrelas brilhavam como faróis distantes e gritavam mais alto que os trovões.

Seu abraço sincero e veemente foi um eclipse naquela noite sem luar e hoje é a luz perene que me aquece como o sol de todas as manhãs.